A
DIREÇÃO DO TRATAMENTO NO SÉCULO XXI
Capítulo II
A
direção do tratamento da histérica e do obsessivo
Vocês podem notar a mudança do título. Estava prevista
uma aula sobre A direção do tratamento da
histérica e outra aula sobre A
direção do tratamento do obsessivo. Preferi A direção do tratamento da histérica e do obsessivo, com duas aulas
sobre o tema.
A escolha privilegia o contraponto entre os dois tipos
clínicos. Espero mostrar que há vantagens nítidas com a adoção dessa abordagem,
pois um tipo clínico ajuda a esclarecer o outro. O contraponto será feito linha
a linha.
Antes de entrar no tema, um comentário de ordem mais
geral. Na última aula foi assinalado que a formalização psicanalítica busca uma
redução a termos mínimos, e que a expressão máxima dessa redução é o matema.
Termos fundamentais do ensino
lacaniano
Abordando a mesma questão por outro viés, é possível
indagar: quais seriam os termos fundamentais do ensino lacaniano? Uma resposta:
sujeito, significante, objeto.
O sujeito é o
sujeito barrado (S/), ou sujeito dividido; dividido entre sua identificação com
o significante e sua identificação com o objeto.
O significante tem por notação S1. Pode ainda
ser considerada a cadeia significante, S1 — S2. O
conjunto dos significantes (S1, S2) pode ser designado
grande Outro (A). S2, de um modo geral, corresponde ao saber
inconsciente. S1, por seu lado, pode indicar vários conceitos do
ensino lacaniano. Miller menciona dentre eles: insígnia, signo, traço unário,
S(A/), nome próprio, significante fora da cadeia, 1, ideal do eu, Nome-do-Pai.
O objeto também tem desdobramentos: objeto especular
(imaginário), objeto causa de desejo, objeto mais-de-gozar ou condensador de
gozo, ou simplesmente objeto (a).
Os termos fundamentais do ensino lacaniano seriam,
portanto: S/, S1, S2, a.
As ideias apresentadas nesse seminário se apoiam na
leitura milleriana de Lacan. Seria oportuno um comentário sobre esse ponto de
vista.
Quando me decidi pela formação lacaniana, nos anos 1980,
era comum a seguinte afirmação: não é
mais possível ler Freud sem Lacan. Postulação categórica, que ressaltava a
coerência e a consistência de um ensino que, à luz da linguística estrutural,
privilegiava o que há de original e subversivo em Freud. Com efeito, as
concepções e a linguagem lacanianas penetraram na própria IPA, de onde Lacan
havia sido excomungado.
Hoje, o quadro é outro. Para resumir o cenário,
reportarei ao que ouvi de uma psicanalista em Paris, numa mesa redonda, no ano
2000, época em que iniciei o que veio a ser meu último ciclo de análise
lacaniana: “Estamos no espaço aberto por Freud, radicalizado por Lacan e
elucidado por Miller...” Sim, Miller foi reconhecido por Lacan como aquele “ao
menos um que sabe me ler”. E por testamento, foi autorizado legalmente como
único responsável pelo estabelecimento dos seminários. Tarefa hercúlea, que
hoje está completada. Além disso, Miller proferiu 30 cursos, ao longo de 30
anos, que estão sendo transcritos. Tudo isso nos permite concluir: não é mais possível ler Lacan sem Miller.
Alienação e
separação
Os termos fundamentais assinalados se destacam em várias
formalizações lacanianas. Quando se observa, por exemplo, os esquemas que
Miller apresenta para a alienação e
para a separação — operações cruciais
na constituição do sujeito — eles estão lá (“Los signos del goce”).
Para apreender minimamente de que se trata nesse caso,
pode-se partir de três conjuntos básicos: E, E’ e E’’.
E:
é o conjunto vazio, aquele que não contém nenhum elemento; como se sabe, Lacan
utiliza-o para representar o sujeito. Embora o primeiro estatuto do sujeito no
real é não ser nada em absoluto, se há sujeito é graças ao significante, esse
significante invisível que está na própria circunferência que delimita o
conjunto vazio. O segredo do aqui não há
nada é que há um lugar.
E’: é o conjunto com um único elemento, o que em
matemática se denomina com a palavra inglesa singleton. No caso, o único elemento é S1. O conjunto em
questão apresenta, na verdade, um único elemento mais o conjunto vazio, que permanece invisível. Pode-se dizer,
então, que o significante S1 representa o sujeito S/, torna o
sujeito visível, ao mesmo tempo em que o apaga. Trata-se do sujeito em sua
identificação fundamental.
E’’: é o conjunto de todos os significantes, ou seja, é o
Outro. Novamente aqui é possível afirmar que se trata de todos os significantes
mais o conjunto vazio, invisível.
Com a união (termo da teoria dos conjuntos) de E’ com E’’
obtém-se esquema representativo da alienação:
Grafia que torna visível espaço vazio, antes
imperceptível. Nele, é possível isolar a função S/ e completar o esquema da
alienação.
Com a intersecção (também termo da teoria dos conjuntos)
de E com E’’ obtém-se esquema representativo da separação.
A intersecção torna visível a falta
presente no conjunto E’’. A lúnula é um tipo de falta que resulta da falta
subjetiva e da falta do Outro, produzindo uma positivação que pode ser chamada
de objeto a. O esquema da separação completo
fica como se segue.
Existem, desse modo, duas formas de subjetivação. Numa, a
alienação, há uma subjetivação mediante representação pelo significante mestre.
Na outra, a separação, há subjetivação mediante a fantasia.
Os discursos
Os
quatro termos fundamentais estão presentes nos matemas dos discursos. Cumpre
destacar, inicialmente, sua estrutura. No discurso estão presentes quatro
lugares: o do agente, o da verdade, o do outro e o da produção. Esquema que poderia
ser enunciado da seguinte forma: um
agente se dirige a um outro movido por uma verdade para obter uma produção.
É importante ainda considerar, na estrutura do discurso, dois campos: o campo
do sujeito, constituido pelo agente e pela verdade, e o campo do Outro, constituido
pelo outro e pela produção.
Lacan
concebeu quatro discursos básicos, relacionados com os impossíveis freudianos.
O Discurso do Mestre se relaciona com a impossibilidade de governar. O Discurso da Universidade se relaciona com a
impossibilidade de educar. O Discurso do Analista se relaciona com a
impossibilidade de analisar. E Lacan acrescenta a impossibilidade de amar,
relacionando-a com o Discurso da Histérica. Os matemas dos quatro discursos se
obtêm por meio de uma rotação dos quatro termos na estrutura discursiva.
Durante
a presente exposição será feita uma aproximação dos dois tipos clínicos a dois
discursos. A histeria, obviamente, será ligada ao discurso da histérica, e a
obsessão, por sua vez, será ligada ao discurso da universidade.
Fantasia
Além
da abordagem pelos discursos, uma abordagem pelo viés da fantasia. A fantasia é
a relação do sujeito com seu desejo e seu gozo. Existem alguns aspectos que
podem marcar a fantasia da histérica ou a do obsessivo.
A
histérica é um sujeito que busca a sedução, ou que se põe como objeto de
desejo, mascarando a castração com seu atrativo, e dirigindo-se a um Outro que
crê consistente, visando à sua capitulação. Fantasia impregnada pela questão do
feminino, donde o conselho de Freud: na histeria, cherchez la femme.
O
obsessivo é um sujeito assombrado com a fratura do Outro, pela qual se crê
responsável, e para a qual procura compensação fálica com o sacrifício de seu
desejo e com oferendas sucessivas e intermináveis. Tudo para o Outro, propõe Lacan como lema da fantasia obsessiva.
São
leituras possíveis, entre outras, para o que se escreve assim:
A direção do tratamento
A direção do
tratamento da histérica e do obsessivo, por conseguinte, será abordada passo a
passo, servindo um tipo clínico de contraponto para o outro.
O que até agora foi trazido sobre alienação e separação,
sobre os discursos e sobre fantasia, será retomado de diferentes maneiras, e
sob vários ângulos. Como se sabe, um matema permite várias leituras (mas, não,
uma leitura qualquer).
Voltando à metáfora de Freud, que compara a psicanálise a
um jogo de xadrez, a presente exposição abrangerá o início e o meio do
percurso. Mas, não o fim. O final de análise ficará para o segundo semestre,
quando será apresentada A doutrina
clássica do passe e, depois, O passe
do parlêtre.
O roteiro seguirá um quadro com duas colunas e várias
linhas, comentadas uma a uma. Leitura que permite organizar claramente o tema e
facilitar o acesso à formalização.
É preciso reconhecer as vantagens do método, mas, também,
algumas desvantagens. A principal delas: uma visão ordenada que tangencia um
real que, não obstante, é de outra ordem. Esse é um limite da própria
psicanálise: abordar, pela via do simbólico, um real que lhe escapa.
Outra desvantagem: as diferenças entre histeria e
obsessão não são fixas, mas, sim, mutáveis. Variam muito de um analisante para
outro e também num mesmo analisante. Freud afirma ser a obsessão um dialeto da
histeria. E Lacan propõe que, a rigor, só existe análise a partir do discurso
da histérica. O que quer dizer, em outras palavras, que a análise do obsessivo
exige dele uma histericização discursiva.
Para concluir esta parte, um porém a mais: como já foi
dito, não existe fantasia específica da histeria e da obsessão, ou seja, a
fantasia fundamental não se rege por padrões específicos. O que Lacan propõe
como fantasia da histérica e do obsessivo são apenas apresentações iniciais
frequentes em cada tipo clínico.
Sintoma
Agora, o
contraponto entre histeria e obsessão, a começar pelo sintoma.
Na histeria, no que se refere ao sintoma há uma
prevalência do corpo que é muito evidente. As célebres histéricas de Charcot
manifestavam essa tendência de modo exuberante, a ponto de Freud definir a
conversão como salto do psíquico para o somático. Outros sintomas, além da
conversão, traduzem essa corporalidade, como, por exemplo, os acessos de tosse
de Dora, ou as mais variadas dores que podem imitar qualquer quadro clínico,
levando a histeria ao estatuto de grande
simuladora de doenças.
Na obsessão o sintoma aponta para uma prevalência do
pensamento. Com efeito, os pensamentos obsessivos são particularmente
frequentes. É o caso de um analisante, católico fervoroso, que pensa em gritar
um palavrão em plena Missa, na hora da consagração; ou pensa em viajar na
contramão numa rodovia de mão dupla, até encontrar outro carro em sentido
contrário. São pensamentos que lhe causam horror, mas um obsessivo não passa ao
ato. São vivências impostas desde dentro, ao contrário da xenopatia paranoica,
na qual pensamentos são impostos desde fora.
Algo semelhante ao que ocorre na neurose pode ser
encontrado na psicose: na esquizofrenia há prevalência do corpo, enquanto que
na paranoia há prevalência do pensamento.
O sintoma histérico é da ordem da condensação, ou da
metáfora. A formação de compromisso reune desejo inconsciente e exigência
defensiva, que se satisfazem num só tempo. Freud cita o caso de uma histérica
que pressionava o vestido contra o corpo com uma das mãos, como se quisesse
manter-se coberta, ao mesmo tempo em que tentava arrancá-lo com a outra, como
se quisesse se despir.
O sintoma obsessivo, por sua vez, é da ordem do
deslocamento, ou da metonímia. Acontece em dois tempos. O homem dos ratos, por
exemplo, na estrada onde passaria a carruagem com sua amada, chuta uma pedra
que estava no meio da via, jogando-a para a beirada. Pensa então que a roda da
carruagem, ao passar por cima da pedra, poderia fazê-la tombar. Vai lá, de novo,
e chuta a pedra de volta para o meio da estrada. Sua ambivalência em relação à
amada aparece em outra ocasião. Orando por ela, pediu aos céus: que Deus a proteja. Eis, porém, que se
insinua de repente um não: que Deus (não)
a proteja. Um tempo para o amor, um tempo para o ódio.
Chama a atenção, na histérica, sua indiferença em relação
a seu sintoma, nomeada pelos psiquiatras clássicos bela indiferença. Talvez se deva ao fato de haver dupla satisfação:
tanto de exigências pulsionais como de defensivas. No caso do obsessivo, o que
chama a atenção é a dúvida, razão pela qual a obsessão foi chamada de loucura da dúvida: indício da
ambivalência que marca esse tipo clínico.
Enunciação
A histérica não
fala (mudinha). Aparentemente, fala
muito; trata-se, porém, da fala vazia, como se diz no primeiro ensino, ou do
gozo do blá-blá-blá, como se diz no último ensino de Lacan.
Já o obsessivo não ouve (surdinho). Posição subjetiva de quem está colado no sentido
imaginariamente único de seus significantes, como dono da verdade. Tudo o que
escapa a essa perspectiva cai no vazio.
Na histeria há predomínio da enunciação ou do dizer,
sendo que o sujeito mantém distância em relação a seus enunciados ou seus
ditos. Por exemplo: quando o analista pontua um significante de sua fala, ela
refuta, como se estivesse diante de um significante da fala do analista. Uma
analisante aponta o marido como o causador de seus males: bebedor, gastador,
mulherengo e ai deles se não fosse ela para buscar dinheiro com o pai para
bancar as coisas. —Você banca as coisas, pontuou o analista. —A opinião é sua e
não minha, retrucou a analisante.
No caso do obsessivo, a proximidade do sujeito com seus
enunciados é tamanha que ele se confunde com seus ditos. Falar de seus termos é
falar dele. Quem é que gosta de levar vantagem? É claro que é o Gerson.
Campo do sujeito
O campo do sujeito, no caso
da histérica, é marcado pela falta, pelo desejo, pela fantasia.
Na
neurose, a castração está inscrita, registrada, mas dela o sujeito não quer
saber, e vacila entre acreditar nela ou não. Cada tipo clínico elege uma
estratégia para lidar com a vacilação.
A
histérica procura resolver sua hesitação pela exacerbação da falta. Um exemplo
seria o rosário hipocondríaco com o qual tenta atrair ou desafiar o Outro. A
falta pode manifestar-se em outros casos como insatisfação, como reivindicação.
Ou de forma sedutora, como objeto de desejo, numa versão erotizada. Além disso,
o campo do sujeito é prenhe de fantasia, de situações triangulares, de
figurações gozosas.
O obsessivo enfrenta a vacilação
com a obturação da falta, tanto a subjetiva como a do Outro. A oblatividade, o
servilismo e o espírito reparador apontam nesse sentido. Não obstante, a dúvida
com frequência o atormenta, fazendo-o empenhar-se em ritos de certificação ou
exconjuratórios. O fantasma da culpa e da dívida levam ao exagero em termos de
expiação, tanto que Freud comparou a neurose obsessiva a uma religião
individual.
Campo do Outro
O campo do sujeito está marcado pela falta, mas a histérica
acredita na consistência ou na completude do Outro. E corteja a figura do
Mestre, tal como a mariposa gira em torno da lâmpada, ao mesmo tempo em que
busca destitui-lo. Exemplo típico é o que se verifica entre a histérica e o
médico: cortejamento, sedução e interpelação. Não por acaso a psicanálise
começou com elas, com a produção de um saber sobre o sintoma.
Para Lacan, o que está mais próximo
do discurso da ciência é o discurso da histérica.
No caso do obsessivo, o campo do
Outro é que está marcado pela falta, e o que é mais: o sujeito se
responsabiliza por isso. Ambivalência: o sujeito é hostil ao Outro, quer
destruí-lo, mas precisa do Outro para existir. O obsessivo põe-se então a
trabalho para repará-lo, para reconduzi-lo, tarefa que tem como resultado a
produção de um novo sujeito.
Por tudo o que foi dito, é possível
concluir: o sujeito da histérica simula o Outro do obsessivo e o sujeito do
obsessivo simula o Outro da histérica. O que predispõe ao casamento da
histérica com o obsessivo, com bodas que frequentemente acontecem na vida
real.
QUADRO
II
HISTERIA
|
OBSESSÃO
|
Sintoma: prevalência do corpo
|
Sintoma: prevalência do pensamento
|
Sintoma: metafórico
|
Sintoma: metonímico
|
Indiferença
|
Dúvida
|
A histérica não fala (mudinha)
|
O obsessivo não ouve (surdinho)
|
Predomínio da enunciação (dizer):
distância do sujeito
em relação a seus ditos
|
Desfile de enunciados (ditos)
com os quais o sujeito se confunde
|
Campo do sujeito:
marcado pela falta,
pela fantasia,
pelo desejo
|
Campo do sujeito:
nenhuma falta,
duplo registro significante,
desabitado pelo desejo
|
Campo do Outro:
pleno sentido,
deserto de desejo
|
Campo do Outro:
puro desejo,
sem inscrição significante
|
Sujeito e Outro
em seus próprios campos
|
Sujeito no campo do Outro
e Outro no campo do sujeito
|
O sujeito da histérica
simula o Outro do obsessivo
|
O sujeito do obsessivo
simula o Outro da histérica
|
O sujeito corteja o mestre
para em seguida destituí-lo
|
O sujeito destroi o Outro
Para em seguida reconstruí-lo
|
Fantasia
Focalizando agora com mais detalhes a questão da fantasia,
observa-se, de início, que a rigor não existe fantasia fundamental própria de
cada tipo clínico, apenas algumas apresentações mais frequentes.
Na histeria, é comum os seios e o
olhar como objeto a, assim como o
devorar como finalidade. O sujeito se apresenta como objeto de desejo numa
posição sedutora, mas se furta quando a sedução está prestes a se consumar: a
histérica quer desejar, não quer gozar; desejo insatisfeito. A questão do
feminino está presente como pano de fundo: O que é uma mulher? Problematização
da sexualidade tão frequente que levou Freud a propor: na histeria, cherchez la femme.
Na obsessão, predomina como objeto
as fezes e a voz, e como finalidade o colecionar. O campo do sujeito está
marcado pelo significante e quando o objeto se oferece encontra retração; ou
então, há gozo sem vigor de desejo, que se mostra como desejo impossível. A
problematização é da existência e do masculino, e a pergunta que paira é: O que
é um pai?
QUADRO
III
HISTERIA
|
OBSESSÃO
|
Fuga da vacilação
pela exacerbação da falta
|
Fuga da vacilação
pela obliteração da falta
|
Enquanto objeto de desejo
seduz e depois se furta
|
Quando o objeto se oferece
o desejo se retrai
|
A histérica quer desejar,
não quer gozar
|
O obsessivo quer gozar
sem vigor de desejo
|
Desejo insatisfeito
|
Desejo impossível
|
Objeto: olhar, seio
|
Objeto: fezes, voz
|
Devorar
|
Colecionar
|
Impossiblidade de amar
|
Impossibilidade de saber
|
Pergunta sobre a sexualidade
(masculino e feminino)
|
Pergunta sobre a existência
(morte)
|
Problematização do feminino
(O que é uma mulher?)
|
Problematização do masculino
(O que é um pai?)
|
Cherchez
la femme
|
Tudo para o Outro
|
O outro é o Senhor interpelado
e um saber que não se sabe
cai como produto
|
O outro é o objeto
e o sujeito
cai como produto
|
Bibliografia sugerida:
Miller,
J.-A. (1998) El tempo del análisis. In:
Los signos del goce. Buenos Aires: Paidós.
Miller,
J.-A. O sintoma e o cometa. In: Opção
Laniana nº 19. São Paulo: Eólia, agosto 1997.
Miller,
J.-A. (2007) Seminário sobre las vías de
formación de los sintomas. In: Introducción a la Clínica Lacaniana.
Conferências en España. Barcelona: Escuela Laniana de Psicoanálisis.
Miller,
J.-A. (1998) O osso de uma análise. Salvador:
Escola Brasileira de Psicanálise – Bahia.
Barreto,
F. P. (2016) O casamento da histérica com
o obsessivo. In: O bem-estar na civilização. Curitiba: Editora CRV.








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